Wednesday, September 19, 2012

New Yorkers (3 de 5) - Show me the money





     Não estou, definitivamente, entre os que fazem uso pejorativo do termo “capitalista” para descrever o comportamento do povo americano. Capitalistas também somos, não? Condená-los por isso seria ignorar que o relativismo é uma via de mão dupla: a repulsa à imposição do american way of life mundo afora não invalida o seu direito de existir em solo yankee.
     Relativismos à parte, alguns aspectos do capitalismo norteamericano de fato causam estranheza a outros povos a ponto de adquirirem ares de disfunção. É como se a ótica do show e do lucro invadisse searas que lhes deveriam ser estranhas.
     Em duas Igrejas que visitei (St. Patrick e Trinity) havia lojas de souvenirs no interior do templo, disputando espaço com os fieis. Outro exemplo, esportivo: durante o jogo de baseball do New York Mets, os espectadores pareciam muito mais interessados em comer e se divertir nas atrações do CitiField (uma arena para 42 mil pessoas que custou quase o dobro do previsto para o Itaquerão) do que em torcer pelo time - algo impensável durante um jogo do Corinthians.
     Para não mencionar as convenções políticas na tv – um verdadeiro circo...
     Em suma, os EUA são, mesmo, o país do show business. Quem poderá culpá-los?

     No vídeo, um ícone novaiorquino: o magnata e showman Donald Trump.



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Tuesday, September 18, 2012

New Yorkers (2 de 5) - Security issues





     O sucesso de um ato terrorista não se mede pelo número de mortos, ou pelo espetacular da ação. Esses são os atributos da guerra convencional. O terror é covarde porque essencialmente psicológico – e o que pode ser mais assustador do que a mente humana?
     Estive em NY na semana do 11 de setembro, e a memória do atentado às torres gêmeas era cultivada à exaustão nos noticiários e eventos esportivos. A memória, apenas – porque não se nota medo ou receio. Mesmo os procedimentos de segurança, seja no US Open ou no Empire State Building, parecem surpreendentemente relaxados. Nada de cães farejadores, revistas ostensivas ou scanners sofisticados.
     Onze anos depois, a vida segue normal e o americano, de alguma forma, conseguiu transmutar o pânico em orgulho – e o orgulho em show. Admirável.


No vídeo, a paranoica “Somebody's watching me” (Rockwell e Michael Jackson), de 1984. Nada mais americano que Michael Jackson...


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Monday, September 17, 2012

New Yorkers (1 de 5) - Apartheid moderno




Eles fazem esforço para vir e chegam sem convite – o que não quer dizer que não sejam bem-vindos.
A ótica dos anfitriões é a da exploração: mão de obra barata e redução de custos.
A dos imigrantes é a da humilhação remunerada. Pelos mais diversos motivos, resolvem desertar dos seus países para sujeitar-se ao racismo e ao preconceito em terras estrangeiras.
Benefício mútuo? Talvez. Mas o fato é que, vendo de perto e guardando distância, é difícil sentir simpatia por qualquer dos lados.

Wednesday, September 05, 2012

Ausente do escritório





Estarei de férias do blog até o dia 14, pelo menos. Na agenda, uma passagem por Flushing Meadows.
Tentarei conversar com o leitor Roger Federer, fã da filial suíça do blog. Mas não garanto...
Até mais!


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Tuesday, September 04, 2012

Down with the hashtags!


   Dizem que serve para organizar e catalogar o conteúdo produzido nas redes sociais. #definiçãodehashtag
   Não demorou, porém, para que a incorporassem como parte da própria mensagem. Um artifício para exprimir uma ideia sem precisar aventurar-se na sintaxe. #preguiça #muleta
   Existem, ainda, os que se aproveitam das hashtags para pegar carona nos trending topics. #oportunismo #vaicorinthians #calabocagalvao

     #Qualseráofimdisso?




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Monday, September 03, 2012

Vida de concurseiro



     

     Passei a segunda metade de 2008, e 2009 quase inteiro, estudando em casa. Profissão: concurseiro. Período: integral.
     Exige disciplina, obstinação e controle. Devolve em troca – o que não é pouco! - uma sensação de aparente simplicidade a respeito de quase tudo o que nos cerca. A ilusão de que apenas ao concurseiro foi confidenciado o sentido da vida – estudar!
     Eu me lembro de um dia específico. Um dia que parecia – e foi - comum como todos os outros. Exceto por um instante quando, pela manhã, me detive por um momento antes de retornar aos livros. Parei, sentei no sofá e vaticinei que um dia sentiria saudades daquele sacrifício todo. Que quando concluísse o meu objetivo e fosse alçado de volta à complexidade da vida eu daria por falta daquele simulacro de existência tão meritocrático e cheio de certezas. Esse dia, porém – e para a minha sorte -, nunca chegou. Curioso como o estudo em excesso aliena o espírito e atrofia a mente...


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Friday, August 31, 2012

Surfando no sucesso





     O que, afinal, faz um hit? Refrões simples, melodias pegajosas e repetição exaustiva?
     Talvez.
     Mas não deve ser assim tão fácil: o impoderável, aqui, joga pesado.
   
     No vídeo, uma música – antiga, é verdade – que não me sai da cabeça há mais de um ano. E agora não vai sair da sua.



Wednesday, August 29, 2012

A blogosfera em números




     Desde que comecei a divulgar este espaço, me vi obrigado a conhecer um pouco mais sobre o perigoso mundo da Blogosfera. Metódico, compilei os dados coletados no I Grande Relatório sobre Blogs, Sites e Afins – do qual extraio e apresento alguns números neste sumário executivo. Note que os dados ainda não foram consolidados, tampouco auditados. Será possível, portanto, que apresentem inconsistências.

     Às conclusões preliminares:

  • As duas maiores plataformas para quem deseja criar um blog são, pela ordem: 1º) Blogger ; 2º) Wordpress 3º) Tumblr.
  • Existem 14.850 widgets (espécie de aplicativo) disponíveis para customizar o seu blog. Colocar todos eles em uma mesma página é humanamente impossível. Apenas 70% dos blogueiros conseguem.
  • 11 a cada 10 blogs não produzem conteúdo original ou dão crédito para o autor do conteúdo. Copiei essa informação não lembro de onde.
  • 112% dos blogs de humor (mais da metade, portanto) recorre aos memes – desenhos, fotomontagens, etc. O restante cola vídeos do Youtube.
  • Um mesmo meme (aliteração proposital) ou fotomontagem é publicado, em média, por 133 blogs diferentes. Até chegar no Facebook.
  • Se você nunca acessou (nem sabe o que é) um “Agregador de Conteúdo”, parabéns! Trata-se do equivalente virtual a você admitir que assiste Superpop, Dr. Rey... Enfim, qualquer programa da RedeTv.
  • Existem diversos aplicativos que medem o tráfego do seu site, e você pode instalar quantos quiser. Nenhum deles bate – o que leva a crer que produzem dados tão confiáveis quanto as estatísticas deste post.

     Continuarei processando os dados no Excel. Havendo novidades, publicarei.



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Tuesday, August 28, 2012

Moto contínuo




Dirigindo no trânsito caótico das 18h, tento sem sucesso responder um email no celular. Natural: é fato notório que o fluxo de veículos torna-se instantaneamente ininterrupto quando se precisa desviar a atenção para qualquer outro objeto que não o volante.
Tentarei reproduzir o fenômeno artificialmente no futuro, como alternativa ao rodízio de veículos - mas desconfio que apenas a espontaneidade produza resultados positivos.
A conferir.


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Monday, August 27, 2012

Bond, Abin e os filmes indianos




     Passou na sexta uma reportagem muito boa do Nelson Motta no Jornal da Globo sobre os 50 anos do espião da rainha. O primeiro Bond que eu assisti no cinema foi GoldenEye, com Pierce Brosnan, em 1995. Antes dele, apenas Roger Moore - que eu alugava em um estabelecimento da época conhecido como “videolocadora”. Eu me lembro que eu não achava as cenas forçadas ou inverossímeis  – elas pareciam somente fantásticas.
     Corte, 14 anos mais tarde. Ano: 2009. A Abin havia publicado edital para o preenchimento de 160 vagas de Oficial de Inteligência. O governo brasileiro, talvez por conta da colonização portuguesa, é um dos poucos países no mundo que recruta os membros do serviço secreto por concurso público. Com o noticiário ocupado pela participação da agência na Operação Satiagraha, a Abin estava em evidência. Foram 66.491 inscritos. 415 por vaga.   
     Quando o resultado saiu, fiquei em 200 e alguma coisa. Fora do contingente inicial, é verdade - mas a expectativa era que com as eliminações nos exames físico, psicotécnico e médico a chamada pudesse chegar até a minha posição. Depois de aprovado nas provas físicas (corrida e natação) e no exame psicotécnico (testes de perfil e de raciocínio) havia chegado o momento do exame médico: cada candidato entregava à banca uma pilha de exames e passava por uma avaliação clínica. Moleza.
     Corte. Dia do exame médico, agendado para as 9h. Chego às 8h, sou chamado às 8h50. Examinador, impassível:
- Documento com foto?
Abro a carteira, vasculho os bolsos.  Corro até o carro. Nada!
- O senhor tem dez minutos para se identificar ou será eliminado.
- Eliminado?!!
- Do concurso.
- Menos mal...
     Com o auxílio de uma funcionária do local, registrei um boletim de ocorrência na internet e o apresentei ao examinador. Não adiantou: o carrasco argumentou que eram 9h15, e que pelo edital eu devia ter me identificado há 5 minutos. Não houve mandado de segurança que resolvesse. Mais tarde, achei a carteira de motorista esquecida no bolso da calça que eu usara no dia anterior, para o exame psicotécnico. Devia ter ido com a mesma roupa.

    No vídeo, alguns stunts de um filme indiano que fazem 007 parecer Drama.



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Friday, August 24, 2012

Ao vivo



Quem já foi surpreendido aumentando o volume daquela música antiga (que você acha que só você ainda ouvia) tocando na FM vai saber do que estou falando. Escutar uma música no rádio ou ver um filme na TV (sinal aberto, de preferência) é diferente de ouvir ou assistir por conta. Outra vibe. Pode ser a música top nas paradas, ou a reprise pré-histórica de Rocky II no SBT. Um pouco a preguiça explica: às vezes é bom poupar o trabalho da escolha, e esse cômodo relaxamento aguça a percepção. Mas creio que tem mais a ver com a experiência conjunta. Saber, mesmo sem se dar conta, que milhares de pessoas compartilham aquele mesmo momento. O evento ganha aura coletiva, e o homem (individualismos à parte) é, antes de mais nada, um bicho social.

Thursday, August 23, 2012

Abas, janelas e a perda de continuidade





Difícil dar conta de vários programas funcionando ao mesmo tempo. Word, Excel, Safari, MS-DOS.... O cérebro humano só tem um núcleo. E a pior situação é quando, por engano ou maldade, o browser radicaliza e abre outra janela. A gente acaba entrando nos mesmos sites, abrindo as mesmas abas, fazendo as mesmas tarefas. E nunca acerta para onde voltar.

No vídeo, o Chapolin Colorado em um diálogo sensacional...


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Wednesday, August 22, 2012

The Absent Shower Program




Resolvido - já era hora! - o intrigante problema hidráulico que inutilizou o meu chuveiro por dois longos meses. Seu Natanael, o zelador, a cada semana trazia uma explicação diferente para o fracasso do conserto. Leigo, fingi que entendi todas elas (é fácil: basta repetir o que foi dito e improvisar desenhos genéricos com as mãos). 
Durante a estiagem do bimestre, me vi obrigado a tomar banho no clube todos os dias. E, já que estava por lá, não custava fazer uma academia e/ou jogar algumas partidas de tênis. Resultado: perdi 4 quilos, melhorei o fôlego e subi de classe na Federação.
Fica a lição: nem sempre uma rotina saudável começa pela cozinha. Às vezes o problema está no banheiro.



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Tuesday, August 21, 2012

Extra!





A foto é de hoje. Repare nas bancas: ao vivo, amplifica-se o impacto. Que só não é maior, diga-se, do que a surpreendente constatação de que não se trata da Revista UFO – mas, sim, de uma singela(?) publicação infantil.
E aí eu me pergunto: o que uma criança faz para merecer ganhar uma revista dessas? Só pode ser castigo.

PS: Para uma avaliação mais precisa da experiência do autor no tema, leia Dos medos infantis.


Monday, August 20, 2012

Novo layout



A gente muda. Faz o que pode.
Nem sempre dá certo.
Na imagem à esquerda, um exemplo de layout que não saiu como o esperado.

Thursday, August 16, 2012

Xing-ling Enterprises




Admito: não sou fã, mas às vezes frequento os Xing-lings da vida, onde a muamba corre solta. Na região da Paulista, onde trabalho, conheço dois. Você chega nesses estabelecimentos com a expectativa de entrar no Paraguai, mas, por algum lapso no espaço-tempo, acaba indo parar em solo chinês. Worm-holes existem.
Os promo-centers, stand-centers, ou seja lá qual for a denominação que se queira dar para os mini-shoppings orientais, gozam da fama de ter de tudo. As pessoas tem uma ideia de onipotência quando se referem à pirataria. “Aparelho de ressonância magnética? Lançou agora? Então você acha lá na 25 ”. “Enriquecimento de urânio a 20%? Já procurou na Pagé?“. Como foi que conseguiram essa reputação? Multinacionais torram milhões em propaganda por uma fração desse prestígio. Deve ter a ver com a Lei de Gerson e seu lugar cativo no subconsciente do brasileiro. Se é legal, não pode ser bom. E se tem malandragem no meio, só pode ser ótimo.
Existe uma etiqueta própria para se circular entre essas lojas separadas por divisórias plásticas onde ser atendido em português é luxo. Aprendi algumas regras:

1) Nunca brigue com um vendedor e resolva comprar em uma outra loja só para provoca-lo. A não ser que você pague “em dinero, né”. Porque existe uma chance bastante considerável da loja que você comprou pedir pra você passar o cartão de crédito na do cara que você brigou. E aí sim você será surpreendido. Ficará com cara de idiota, enquanto eles conversam em coreano na sua frente. Por que cada loja não tem a sua própria máquina?
2) Pechinche, sempre. Se você pagar o primeiro preço que eles pedem, também irão rir da sua cara quando você virar as costas, fazendo piada em coreano. Uma boa solução é fazer a primeira contraproposta lá embaixo, porque eles costumam fazer uma média. Exemplo: “Quanto custa a capa do celular?”. “$40.” “Pago $20.” “$20 não... Faço $30. Em dinero”.
3)Eles tem um medo desproporcional da taxa para pagamento em cartão. Jogue com isso. “$100?! Faz por $30 em dinero?”.
4) Não faça perguntas sobre garantia. Não é de bom tom e pode constranger o vendedor. Existe um acordo tácito nesses lugares: se você voltar no dia seguinte, e lembrarem da tua cara, eles trocam pra você.
5) Não caia na tentação de pedir o CPF na nota. Mais uma vez, vão rir de você e tirar sarro numa língua que você não entende.



Wednesday, August 15, 2012

O Carro do Capeta


O diabo veste Prada, mas anda de Chery.


Esperava mais. Talvez uma Ferrari, uma Ducati ou (aí sim!) um Lamborghini Diablo. Mas o tinhoso anda de Chery Cielo. Escolha curiosa.


Monday, August 13, 2012

Guia de Restaurantes - Volume II





Aproveitando o aumento recente no valor do “Complemento auxílio-alimentação”, segue a atualização do Guia de Restaurantes com os estabelecimentos que não foram contemplados na primeira edição.

BASSANO - Versão popular do Fasano, fica na movimentada Rua Pamplona. O buffet oferece bastante variedade, e o menu de carnes não deixa a desejar. O ponto alto, no entanto, é o pós-almoço: as rosquinhas-cortesia mergulhadas no doce de leite fazem a fama do Bassano e permitem trocadilhos os mais variados. Deguste a sobremesa em pé ou afundado no sofá-movediço dos fundos. Na saída, fica a menção honrosa à estrutura dos caixas – comparável apenas à de grandes redes varejistas.

KILOVE -Depois de uma experiência frustrada no ramo dos motéis, o Kilove descobriu sua verdadeira vocação servindo comida a quilo. Localizado em frente ao Blue Tree Towers, na Peixoto Gomide, oferece - de longe! - o buffet mais completo que o seu ticket pode pagar: opções diversas de frutas da época, pratos quentes, churrasco e sobremesas. Na saída, não deixe de pedir o CPF na nota – a atendente faz parte de uma iniciativa pioneira do programa anti-evasão fiscal do governo do Estado.

IRORI - Trata-se do melhor restaurante japonês da região na categoria value. O Irori consegue conjugar preços baixos com um legítimo ambiente oriental. Cuidado, porém: a bebida é cara e o serviço demorado – se quiser refrigerante, reserve por telefone. No centro do restaurante, o lago de carpas japonesas concede uma virtuosa amostra da excelência oriental na criação de peixes ornamentais. Quando em grupos maiores, evite a ala de mesas típicas: os assentos são de difícil acesso.

TERRANOVA - Descobrir o Terranova exige aventurar-se em uma audaciosa travessia, desbravando o lado oposto da Paulista. Recém-credenciado, o restaurante familiar está localizado na arborizada Alameda Rio Claro. O casarão antigo e a televisão da década de 60 transportam o cliente para uma acolhedora atmosfera interiorana.  A senhora que marca o peso tem 102 anos. O senhor do caixa, 112. Não se deixe intimidar pela baixa variedade: o Terranova aceita pedidos de grelhados no sistema semi-à-la-carte: o pedido é pesado e o valor adicionado à comanda. Gelatina incluída.

MARCOPOLLO - Incensado pela crítica, o espanhol Marco “Pollo” entrega o melhor da culinária mediterrânea, com um toque brasileiro. O Marcopollo acerta em tudo - menos no preço, um pouco salgado. Suco grátis até o meio-dia. Havendo a opção, peça o misterioso “tropical”.

BAR DO BIGODE - No coração da Alameda Santos, incrustado entre o moderno edifício do Citibank e o imponente prédio da Secretaria, o humilde Bar do Bigode é um estranho no ninho. A equipe do blog nunca teve coragem de almoçar no estabelecimento, mas recomenda o pão de queijo tunado (R$2,00) e o açaí na tigela (R$10,00).  Caso opte pelo açaí, traga a colher de casa: o Bigode tem o hábito de trazê-la batucando contra a mão.


( Link para o Volume I )


Saturday, August 11, 2012

O Dilema da Portaria




Passar por uma portaria produz um dilema social/moral/filosófico de suma importância: cumprimentar ou não o porteiro?
A educação pede (alguns dirão, exige) um "bom dia", um "boa tarde". Mas e se fosse você o porteiro? Gostaria de cumprimentar todo e qualquer desconhecido que passasse à sua frente? Porque são muitos ao longo do dia. Sempre ocupados. Sempre indo a algum lugar. E o porteiro lá, parado. Cumprimentando e observando. É como se apenas a ele não fosse permitido ir além daquele ponto. Ninguém o convida. Ele é só isso: um ponto de passagem - e é esse o recado implícito em cada saudação apressada.


PS: Sou só eu ou toda portaria tem um quê de caverna de Platão?


Friday, August 10, 2012

Comensalismo

Tubarão australiano carregando uma rêmora nas ribs


E, mais uma vez, o Applebee's do Shopping Eldorado tira proveito da extraordinária fila de espera do Outback.
Porque localização é tudo.



Wednesday, August 08, 2012

Thriller, delivery (parte final)



(Ler depois da parte 1)


Daquele momento em diante encontrei-me envolvido nos acontecimentos, que se desenrolavam com rapidez. Receio que se fosse possível exprimir em palavras o terror que tomara conta daquela sala quando da segunda aparição do vulto não encontraria no dicionário palavras adequadas, ou mesmo suficientes. Ainda que as houvesse, teriam que ser multiplicadas pelo número de pessoas na sala para transmitir com exatidão o clima exato naquele cômodo - pois refiro-me ao meu próprio horror e era dentre nós, como verão, a alma mais lúcida e ponderada. Aproximava-se da porta frontalmente a sombra, passo ante passo, sem pressa. Fitei a figura onde acreditava ficarem seus olhos, pois seu manto de trevas só nos oferecia seus contornos. Constituía um aspecto humanóide, sem dúvida, não fosse a cabeça desproporcionalmente grande em relação ao resto do corpo. Bastou que a notasse para que num movimento rápido com os braços retirasse a cabeça de cima dos ombros e a levasse, com um só gesto, junto ao quadril. A partir daqui já não posso saber ou especular das reações alheias, pois as minhas próprias recordo com dificuldade. Encará-lo nos olhos como intentava fazê-lo tornara-se obviamente mais difícil, pois para minha surpresa onde antes havia a cabeça grande surgira no lugar uma cabeça menor – esta, sim, fantasticamente humana. Virou-se de lado, deslocando-se lateralmente, deixando revelar uma protuberância robusta e quadrada nas costas que lhe conferia um aspecto ainda mais bizarro e monstruoso. Um temor mórbido percorreu-me a espinha quando desfez-se também daquele adendo, colocando-o cuidadosamente no chão. Com que intuito assumiria uma aparência tão próxima da nossa? Da minha...
Pareceu vasculhar a corcunda caída, levantando-se dali com dois discos finos empilhados numa das mãos espalmada. Não consegui atinar para a lógica naquelas ações aparentemente tão desconexas e misteriosas, mas executara-nas com aquela decisão autômata bastante diferente da resoluta, que requer empáfia e coragem mas é vacilante por natureza.
Tocou a campainha. Fui atendê-lo. Caminhei em direção à porta e encarei aquela máscara negra uma última vez antes de contemplar seu rosto por mim mesmo. Abri a porta, olhei-o nos olhos.
- Uma mussarela e uma calabresa?
- (...) Tem troco pra 50?
- Tenho sim.
- Viu? (...) Não pedimos refrigerante?


Tuesday, August 07, 2012

Vai jogar com quem?


Hamlet, em cosplay de Ken. 


Essa noite rolou uma jogatina de Street Fighter no Marilena. Oportunidade para, uma vez mais, emergir a questão filosófica que perturbou a minha geração: Quem vai jogar com Ken?



Sunday, August 05, 2012

Thriller, delivery




Era uma dessas noites frias de inverno. Os ventos uivavam desfazendo a neblina pesada que pairava no nível das casas enquanto as luzes da cidade ao fundo projetavam no pórtico imagens extraordinárias de plantas e galhos de árvore embrenhados na névoa, retorcidos pelo vento. Do interior da residência, apreciávamos a paisagem lúgubre através da porta principal de vidro. Conversávamos na sala, embalados por uma ou outra dose de álcool – mas decerto nenhum de nós havia se excedido a ponto de creditar-se o que ocorreria aos efeitos relaxantes da bebida.
O tema da discussão era a troca de histórias do desconhecido, de modo que talvez o que se sucedeu pudesse ser atribuído, isto sim, às nossas mentes sugestionadas pelas narrações fantasiosas que se seguiam – ou a um certo estado famélico, embora desconheça as implicações que um estômago vazio possa causar quanto à visão de alucinações. Os mais atentos – e impressionáveis – objetarão, neste ponto, contra meu julgamento antecipado do fenômeno, atribuindo-o desde já a um desvario. Suspeitarão haver motivos sobrenaturais naquilo que sequer foi narrado. Mas a história que se segue, e que lhes conto agora, não é sobrenatural - por não haver indícios que apontem neste sentido. Tampouco (acertaram os que discordaram) alucinação. O que presenciamos naquela noite fora, portanto, real. E irrefutável.
Como disse, narrávamos histórias do oculto. Sendo o nosso grupo razoavelmente heterogêneo, e como muitos de nós nos conhecíamos há pouco tempo, os relatos eram em sua maioria inéditos para quem os ouvia. Farei, aqui, uma ressalva que julgo importante: a escolha deste assunto um tanto sinistro fora meramente eventual, e surgira naturalmente. Não houve, creio, da parte de nenhum dos presentes a intenção deliberada de conduzir a conversa nos domínios do pânico e do terror.
Pois bem. Entre um e outro “causo” (e havia os mais escabrosos) fazia-se um silêncio respeitoso, que servia a dois propósitos, sucessivamente: num primeiro momento ruminava-se a história contada, que, se bem-sucedida (não me recordo de relatos insossos, pois eram quase todos materialmente bons, e os ruins calhavam serem propostos pelos mais eloqüentes) deixaria os ouvintes em um nível de tensão menor que o do final do conto, porém maior do que no seu princípio. Em seguida, puxava-se pela memória, ou pela imaginação (as narrativas mais verossímeis são, via de regra, inventadas) algum novo mito, mistério ou lenda urbana. Como estávamos engajados nessa atividade já há algum tempo, naturalmente o nível de ansiedade naquela sala era consideravelmente alto, a ponto de qualquer ruído estranho – por mais natural que fosse – provocar calafrios até entre os menos impressionáveis. Como quando, da cozinha, o refrigerador começou a trabalhar num desses silêncios intervalares a que me referia. Rimos juntos, inocentes, do medo injustificado. Àquela altura não podíamos desconfiar quão breve seria aquele momento de descontração, e com qual facilidade nossas expressões coradas de alívio seriam consumidas pela lividez da visão do mais puro horror.
Do pórtico, um vulto cruza com desenvoltura e rapidez toda a extensão da porta principal pela qual observávamos sombras e nuvens dançantes à contraluz. Os efeitos da iluminação sobre o vidro fosco e a velocidade com que se movia contribuíram para que tivéssemos nos deparado com um vulto na melhor acepção da palavra: aquele espectro indistinto trajava sombras! Naquele segundo ou dois da sua aparição acreditei estar privado dos sentidos, ou pelo menos deles duvidava em grande conta. Pensei ter sido sua única testemunha. Quisera eu estar de fato privado deles, ou que permanecessem entorpecidos um momento mais para não sentir o gosto amargo daquele grito agudo que se podia pegar com as mãos. Era certo que víramos, todos, a mesma cena.
Aaaaaaaaarrrrghhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!



(Continua...)

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Thursday, August 02, 2012

Na fila




    Este post, meio a contragosto, não deixa de ser uma continuação do anterior - se não temática, ao menos cronológica. Porque não me refiro, agora, ao fim do filme - mas (muito antes!) à fila do filme.
    Batman, novamente. Fui assistir na terça, fila quilométrica. Tinha em mãos três ingressos promocionais no último dia de validade. Sozinho, só pretendia usar um. Na minha frente, colegas de fila, um grupo de três: uma garota e dois rapazes na faixa dos 20 anos. Oportunidade para um rápido experimento behaviorista. Generoso, ofereceria os dois ingressos que sobraram e os observaria digladiando até a morte pela entrada franca.
    Gastei aqueles 20 minutos de espera imaginando as possibilidades. Talvez o mais provável fosse que, em um ato de cavalheirismo, oferecessem o bilhete à moça. Talvez ainda, sinal dos tempos, eles resolvessem ratear entre si o pagamento da terceira entrada. Qualquer outro arranjo me parecia injustificável, embora plenamente possível.
    Optei por oferecer os tíquetes apenas quando estivéssemos próximos ao guichê. Eles teriam que decidir por instinto. Maquiavélico, abordei o trio segurando os ingressos afastados um do outro. Naquele breve instante, não sei por que, eu me senti a maldade em pessoa. Expliquei a eles que era o último dia do ingresso e tal. Eles olharam meio desconfiados, mas um dos jovens estendeu a mão e coletou as entradas. Praticamente ao mesmo tempo - e para a minha surpresa -, a garota tirava do bolso uns 6 ou 7 ingressos promocionais. E o trio, em uma rápida reunião, começou a deliberar sobre a validade dos tíquetes, separando os mais novos para uso futuro. Nããããããããoo! Tudo aquilo para nada, desde o princípio eles sequer iam pagar pela entrada. Não me agradeceram com o devido entusiasmo nem contribuíram para os meus achados "científicos".
    Bom, pelo menos dessa vez sobrou lugar na sala e consegui assistir o filme.


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Tuesday, July 31, 2012

Fim de filme




* * *  FIQUE TRANQUILO(A), NÃO CONTÉM SPOILERS  * * *


A expectativa pelo final do filme é sagrada, e isso é algo que todo mundo respeita. As pessoas matam umas às outras, mutilam animais, assistem A Fazenda - mas não contam o final de um filme.
Fim de semana. Estou em uma lanchonete a qual prefiro não revelar, comendo meu Whopper, quando dois amigos de um amigo se aproximam da mesa. Haviam acabado de assistir Batman. A gente faz a pergunta óbvia ("E aí, gostaram?") - mas o quanto a pessoa escolhe responder a partir disso é algo que foge ao controle. Fica a dica, porém: trata-se do tipo de pergunta que não se responde com detalhes. Especialmente detalhes do enredo.
Esse, aliás, foi o segundo maior spoiler de que fui vítima em minha vida de cinéfilo. O primeiro lugar, disparado, vai para o final de "O Sexto Sentido" escrito em letras garrafais na lousa do cursinho EASE, na Consolação, em um longínquo 1999. Inesquecível...


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Saturday, July 28, 2012

Um dia de Bolt


Foi mais ou menos assim.


Aproveitando o clima de Olimpíada, recordo da primeira que disputei como atleta. Olimpíadas do colégio, é claro.
Eu me lembro, especialmente, de um ano em que houve provas individuais - abolidas nas competições seguintes. Entre elas, duas modalidades de corrida: a “maratona” (uma volta ao redor do quarteirão da escola) e os 100 metros rasos. Disputei ambas.
Na primeira, fracasso completo: fui ultrapassado por uma menina no final da Rua Gustavo Teixeira, já próximo à chegada. E elas largaram depois da gente, o que só piora a história.
Mas o meu forte era mesmo a curta distância. Foi quando cheguei ao triunfo máximo. Venci bateria atrás de bateria até me tornar o homem mais rápido do colégio. Ou, pelo menos, o da segunda série. Período da manhã.
Essa corrida talvez seja a minha primeira memória de competição esportiva. Engraçado como os detalhes se perdem e se fundem com outras recordações da época. Para ser sincero, nem lembro se a maratona e a corrida foram disputadas no mesmo ano. Ou qual veio antes. Mas eu lembro das sensações. Da alegria do momento; do orgulho e do sentimento de responsabilidade que eu passei a sentir sempre que apostava uma corrida no recreio. Havia um título a defender, afinal. Mas essa oportunidade nunca veio - como disse, as competições individuais foram abolidas.
E isso que dizer que ainda sou o mais rápido do colégio.



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Thursday, July 26, 2012

A revolta da Josefa

Josefa, há 30 anos

Josefa é a diarista de casa. Semana passada ela descongelou a geladeira e esqueceu de voltar com a dita cuja na tomada. Isso foi na quarta, 18. Percebemos na segunda, 23, que havia algo errado. Entre comes e bebes, quase nada se salvou.

Esta quarta, Josefa atacou novamente. O mesmo alvo.

Chego do clube cansado, com fome. Poderia ter jantado fora, mas não quis. Sabia que havia comida caseira no congelador me esperando, importada de Sorocaba.
Coloco o refrigerante na mesa, prato, talheres; abro a porta do microondas. Quando vou checar o freezer... Não!!! Josefa strikes again. Acreditando que a minha comida era resquício da Era do Degelo, mandou tudo para o lixo. Culpa da Josefa.



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Tuesday, July 24, 2012

A zona do crepúsculo



     Sábado, direção esportiva. Derrubei o celular no carro. Ele escorregou para baixo do banco, onde entraria em uma espécie de buraco negro. Não houve maneira de encontrá-lo. Sumiu, aprisionado (para sempre?) em alguma dimensão desconhecida.
     No dia seguinte, telefone sem fio à mão, disquei para mim mesmo. Apesar de ouvir o toque da campainha em alto e bom som, não pude alcançá-lo. Quando, finalmente, consegui estender o braço através do instável portal interdimensional aberto debaixo do banco do motorista... Voltei dali com algo além do celular. Trouxe com ele o cartão de estacionamento do prédio, desaparecido há dois meses. E que deu tanta dor e cabeça...
     Ironia do destino: o cartão substituto havia chegado no dia anterior.



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Saturday, July 21, 2012

Logo ali



Devido, possivelmente, a algum insólito alinhamento cósmico, faz duas semanas que, diariamente, me pedem informação na rua. E são sempre dúvidas óbvias. Respondi três vezes para que lado fica o MASP.
Sigo, por enquanto, com um aproveitamento de 100%.
I'm going for the record.


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Tuesday, July 03, 2012

Primeiro parágrafo




Foi quando, como em um sonho, saquei o celular do bolso e me senti muito mais do que um estranho, ou um estrangeiro. Senti-me um extraterrestre! Mal sabia eu que aquele insólito episódio não se tratava de sonho, ou pesadelo. Antes fosse, porque neste caso seria, para mim, um susto puramente incidental.  O fato é que um tormento em minha vida estava apenas começando. Algo extraordinário e desconhecido, e que parecia fadado a repetir-se indefinidamente. Algo que, por mais que eu me esforçasse, fugia absolutamente à minha compreensão. Os transeuntes encaravam-me enquanto eu tentava em vão telefonar para o escritório e explicar que eu não poderia comparecer naquele dia, ou no seguinte. Aliás, mesmo à época eu não tinha dúvidas de que a questão ia muito além de uma simples falta ao trabalho. Quem podia saber quando eu retornaria à convivência normal? Quem!? Eu sequer fazia ideia a quem recorrer, e era esta a medida do meu desespero e ignorância.



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Thursday, November 17, 2011

Tomando banho fora



Sempre um desafio. Cada chuveiro tem os seus segredos. Porque o de casa a gente conhece, sabe como tratar. Suas fraquezas, suas virtudes. O ponto exato até onde girar a torneira para obter a temperatura ideal.

Just saying that because the shower here in London is an incredibly tricky one. Each milimeter you move to the left instantly delivers a splash of milliliters a hundred degrees below. And vice-versa. As I turned it on, almost got frozen. As I tried to adjust it, almost got burned. Gotta be precise.


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Wednesday, November 16, 2011

Assistir, verbo bitransitivo



Por que diabos os aviões desligam a programação das rádios e filmes durante o pouso e a decolagem? Até onde eu sei, como passageiro eu não tenho participação alguma nesses procedimentos. Não é como se a minha concentração fosse algo fundamental para o sucesso da operação.
Seria mais bacana continuar vendo um seriado do que assistir ao trabalho do comandante.

Thursday, October 27, 2011

Cuma?

Engraçado como, mesmo quando compreendemos razoavelmente o idioma, a falta de hábito faz com que ignoremos as letras das músicas estrangeiras.
Me surpreendi, hoje, com a letra de "Hey Joe", do Jimi Hendrix.
É a história de um cara que mata a mulher porque a pegou traindo. E foge para o México para não ser pego.
Incrível...

Segue o vídeo, com Slash na guitarra, e o link para a letra.
link para a letra

Wednesday, September 14, 2011

Back to the future



Tenho a impressão de que o futuro, aos olhos do passado, era muito mais ambicioso. O presente é melancolicamente realista. 
Carros voadores, viagens a Marte, o meu Timão conquistando a Libertadores... Perdeu-se tudo em algum escaninho esquecido do tempo-espaço. 
Foi-se o encantamento, ficou a desilusão.


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Sunday, September 11, 2011

Regredindo



Recebi, outro dia, um pedido para editar um texto - o que, no mais das vezes, não passa de pontuar corretamente. Comecei ousado, tirando as vírgulas à la Saramago. Mas logo me empolguei e notei que não era o bastante e que em nome do estilo e da fluidez era melhor abolir também o ponto final Ocorre que se assim o fizesse seria necessário que ceifasse também as maiúsculas (ou do contrário a omissão do ponto pareceria um tanto quanto inócua) depois de tanto podar...resolvi partir para as abreviações: vcs ñ tem ideia do qto consegui reduzir o texto; kkkkkkk é nóis!



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Sunday, August 07, 2011

À moda



Ligando no delivery.

"Uma pizza à moda da casa, por favor."
"Quer que coloque cebola?"

Deu vontade de explicar o conceito. Uma pizza à moda da casa precisa ser um pacote fechado. Uma receita própria, que o tiozinho do forno faz de olhos vendados. Se quiserem que eu escolha os ingredientes vai ficar uma pizza à minha própria moda - e é precisamente este tipo de trabalho que eu não quero ter ao pedir uma pizza à moda da casa.

Wednesday, August 03, 2011

O velho truque...




Compras cópias piratas ou baixar filmes pela internet às vezes é tentador. Mas nada como um produto original. Outra vibe.



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